Uma Aventura de Cipriano que deu Certo!

Cipriano foi um homem que conheceu reis e uniu homens e mulheres em laços matrimoniais. No entanto, ele não era tão adorado por alguns e passava alguns perrengues por causa de suas artimanhas.

Mas, mesmo em condições desfavoráveis, não deixava de praticar suas magias e amarrava mulheres à homens, deixando-as cheias de desejos e sacudindo reinos inteiros com isso.

Abaixo, você poderá conhecer uma aventura de Cipriano por causa de uma amarração e como ele era nefasto nesses casos.

A Amarração entre Neckar e Nabor

Certo dia, Cipriano foi ao palácio do rei da Pérsia para dizer ao monarca que pretendia sua filha, a princesa Neckar, para casa-la com um de seus amigos, chamado Nabor, de uma rica família da Babilônia.

O rei da Pérsia disse que Neckar jamais seria esposa de Nabor, pois ele já tinha escolhido um parente para ser o marido da princesa.

Cipriano insistiu, pedindo que o rei consentisse que ele, Cipriano, falasse com a princesa, pois se esta o ouvisse, certamente consentiria.

O monarca achou inconveniente esta exigência, chamou alguns eunucos e mandou pô-lo para fora do palácio.

Como Cipriano tentou reagir, o rei mandou encarcerá-lo nos porões do palácio. Entretanto, com bons modos, Cipriano captou a confiança de um criado da princesa Neckar.

Deu-lhe um elixir para que pingasse dentro de um copo d’água, para a princesa cheirar. Esse criado chamava-se Alan, e, sem Neckar perceber, pingou cinco gotas do elixir num copo d’água.

A princesa cheirou o líquido e, logo depois, começou a sentir uma sensação deliciosa, aparecendo-lhe em visões um belo rapaz.

Sentiu forte desejo de casar-se com ele. Tendo sido chamado por sua filha, o rei ficou sabendo de tudo o que se passava com ela, sem perda de tempo, mandou chamar um pintor para, com as explicações da princesa, apanhar os traços e pintar o retrato do jovem que ela via nas suas visões.

Deste retrato, tiraram-se muitas cópias e foram entregues a emissários do reino para, percorrendo o mundo, encontrarem um rapaz que se parecesse com o desenho, pois este devia ser o noivo da princesa Neckar.

Como se passaram os dias e Neckar continuou cada vez mais excitada e com mais fortes desejos pelo noivo, que a não deixava nas suas visões, o rei foi procurar a bruxa Elma-Persa.

Esta, depois de experimentar todos os recursos para desencantos, disse ao rei:

— Vossa filha está enfeitiçada com um elixir poderoso e eu não posso agir contra ele, porém posso garantir que o feiticeiro acha-se em vosso palácio.

Ouvindo estas palavras, o rei lembrou-se do homem que a pedira em casamento para o seu amigo. Voltando ao palácio, o rei queria mandar logo matá-lo, mas Cipriano exclamou:

— Se eu morrer, pior para ti, porque tua filha também morrerá.

Diante disso, o rei, que muito amava sua filha, ficou aterrorizado e disse:

— Pede ouro, pedras preciosas, palácios. Nada te negarei, mas cura a minha filha.

— Eu fiz o meu pedido e não transijo, declarou Cipriano.

E o rei da Pérsia, homem inabalável, homem de coração de ferro, cedeu, pensando na sua filha Neckar, que estava sofrendo.

No momento em que a comitiva do grande rei estava formada no imenso salão azul do castelo, para ir à Babilônia buscar o noivo, Neckar entrou no salão e, com os braços abertos, abraçou e beijou seu pai, dizendo:

— Da sacada da torre do castelo, vi meu noivo e o conheci.

E, comovida, acrescentou:

— Como ele é belo. Ele vem no meio da grande comitiva amarela.

Afinal, Neckar se casou com Nabor e foram muitos felizes, pois o destino havia determinado que fossem esposos.

Cipriano, desta vez, havia praticado uma boa ação, utilizando-se dos seus conhecimentos mágicos.

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