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São Cipriano – O Bispo

São Cipriano, o Bispo de Cartago, Mártir e Padre latino, converteu-se ao cristianismo quando tinha trinta e cinco anos de idade.

No ano 249, foi escolhido para bispo de sua cidade e empenhou-se na organização da Igreja na África.

Revelou-se extraordinário mestre de moral cristã. Deixou diversos escritos, sobretudo cartas, que constituem preciosa coleção documental sobre fé e culto.

E contribuiu para a criação do latim cristão. Por causa de sua radical conversão, muitos ficaram espantados, já que era bem popular.

Com pouco tempo, foi ordenado sacerdote e depois sagrado bispo num período difícil da Igreja africana.

Diante da perseguição do imperador Décio em 249, Cipriano escolheu esconder-se para continuar prestando serviços à Igreja.

No ano 258, o santo bispo foi denunciado, preso e processado. Existem as atas do seu processo de martírio que relatam suas últimas palavras do saber da sua sentença à morte.

O Livro de São Cipriano, O Bispo

A Igreja, na época de São Cipriano, vivia intenso fervor. As sangrentas perseguições, que desde Nero (ano 64 dC) a sacudiam, somente faziam aumentar o fervor, e os mártires entregavam suas vidas com amor e fé.

Mesmo com todo este fervor, surgiam grupinhos de hereges que, desejosos de ‘autonomia’, pregavam uma doutrina diferente da dos Apóstolos e dos Bispos da Santa Igreja de Cristo.

Para combater estas heresias, Cipriano divulgou, por volta do outono do ano de 251, como ele mesmo diz, um livrinho de conduta cristã, denominado: “Catholicae Ecclesiae Unitate” – “A Unidade da Igreja Católica”.

Além disso, São Cipriano, Bispo de Cartago, deixou numerosos escritos teológicos, hoje em dia editados, que nada tem a ver com magia ou ocultismo.

Veja:  São Cipriano Invisível

Gozou de grande fama e estima após a sua morte, pois foi um mártir heroico, que marcou a Igreja do seu tempo.

Curiosidades de São Cipriano, o Bispo

  • A sua festa é celebrada a 16 do setembro.
  • Diversas pessoas foram tocadas pela demonstração fervorosa de amor a Deus que o bispo pregava e assim, multidões o seguiam e eram conquistadas pelas suas palavras.
  • Durante a perseguição do imperador Décio, em 249, grande número de fiéis e sacerdotes, até mesmo bispos, fraquejaram perante as torturas e renunciaram à fé cristã. Por esses atos ficaram conhecidos como “cristãos lapsos”.
  • Em Roma, fora eleito o papa Cornélio, com amplo apoio dos bispos liderados por Cipriano, que apreciava muito a conduta de seu colega bispo, com o qual trocava muita correspondência.
  • Uma controvérsia, que assolava a Igreja na época, era a validade ou não dos batismos realizados por hereges. Essa era a única divergência que existia entre o papa Cornélio e o bispo Cipriano. O papa, seguindo a tradição da doutrina, considerava válidos os batismos, já o bispo dizia que “não se pode dar a fé a quem não a tem”. Assim, a questão permaneceu sem solução.

O Bispo Cipriano – História do Cristianismo

Frases de São Cipriano de Cartago (Bispo e Mártir)

1 – “Quem abandona a cátedra de Pedro, sobre a qual está fundada a Igreja, ilude-se de permanecer na Igreja”.

2 – “O Senhor assim fala a Pedro: ‘Digo-te que és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’… (cf. Mt 16, 18s). Só sobre ele educa a Igreja… Esta unidade devemos firmemente manter e defender, especialmente nós bispos, que na Igreja governamos…”

Veja:  A Maçonaria e São Cipriano

3 – “Fora da Igreja não há salvação”.

4 – “Também a Igreja é una, e estende-se amplamente a uma grande multidão com o incessante incremento da sua fecundidade; do mesmo modo que os raios do sol são muitos, mas uma só é a luz; e muitos são os ramos da árvore, mas um só é o tronco, que se afunda no terreno com resistentes raízes; e, quando de uma só fonte jorram diversos cursos de água, embora pareça que o número deles se ramifique por causa da abundância de água, todavia há sempre uma só fonte…”

5 – “Não pode ter Deus como pai quem não tem a Igreja como mãe”.

6 – “Há um só Deus, um só Cristo, “uma só é a Igreja, uma só a fé, um só povo cristão, estreitado em firme unidade pelo cimento da concórdia: e não se pode separar o que é uno por natureza”.

7 – “A nossa oração escreve é pública e comunitária e, quando nós rezamos, não rezamos por um só, mas por todo o povo, porque com todo o povo somos uma coisa só”.

8 – “Quando se reza, além disso, adote-se um modo de falar e de rezar que, com disciplina, mantenha a calma e a discrição. Consideremos que estamos diante do olhar de Deus”.

9 – “É preciso ser agradáveis aos olhos divinos tanto com a atitude do corpo como com a tonalidade da voz…”

10 – “A Igreja universal aparece como “um povo unido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo” .

Veja:  São Cipriano e a Riqueza

11 – “Não dispersar as nossas orações com vozes descompostas, nem fazer com tumultuosa verbosidade um pedido que deve ser recomendado a Deus com moderação, porque Deus ouve não a voz, mas o coração”.

12 – “Imploremos o Senhor com sinceridade e em harmonia, sem nunca deixar de pedir e confiantes de obter”.

13 – “Vivi neste nosso mundo totalmente afastado de Deus, porque as divindades tinham morrido e Deus não era visível. E vendo os cristãos, pensei: é uma vida impossível, isto não se pode realizar no nosso mundo! Mas depois, encontrando-me com alguns deles, entrando na sua companhia, deixando-me guiar no catecumenato, neste caminho de conversão a Deus, pouco a pouco compreendi: é possível! E agora estou feliz por ter encontrado a vida. Compreendi que aquela outra não era vida e, na verdade confessa eu sabia mesmo antes que aquela não era a vida verdadeira”.

14 – “Guardai, ó virgens, guardai aquilo que sois. Guardai o que sereis. Espera-vos uma coroa magnífica. Já começastes a ser o que nós seremos. Tendes já neste mundo a glória da ressurreição!”

15 – “Deus não aceita o sacrifício do que vive em discórdia, e manda-o retirar-se do altar para ir primeiro reconciliar-se com seu irmão, porque só as orações de um coração pacífico poderão obter a reconciliação com Deus. O sacrifício mais agradável a Deus é a nossa paz e a concórdia fraterna, e um povo cuja união seja um reflexo da unidade que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.

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